A fibrose é uma das maiores fontes de frustração tanto para pacientes quanto para cirurgiões.

Em muitos casos, a estrutura está adequada.

O problema está na forma como o tecido respondeu ao trauma cirúrgico.

Tradicionalmente, a abordagem da fibrose tem sido predominantemente reativa.

Esperamos o problema surgir para então tentar controlá-lo.

Mas e se parte desse processo pudesse ser influenciada desde o início?

Nos últimos anos, o avanço das terapias regenerativas abriu novas perspectivas para a modulação da cicatrização.

O foco deixa de ser apenas tratar a fibrose estabelecida.

Passamos a discutir como reduzir a intensidade da resposta inflamatória, melhorar a organização tecidual e favorecer uma regeneração mais equilibrada.

Ainda existem muitas perguntas sem resposta.

Mas uma mudança importante já aconteceu:

A cicatrização deixou de ser vista como um processo totalmente passivo.

Cada vez mais entendemos que ela pode ser influenciada.

E essa talvez seja uma das transformações mais relevantes da rinoplastia moderna.